O MERCADO DO CANADÁ 2021
PARTE 2 - CARACTERIZAÇÃO DO TURISTA

COMPORTAMENTO GERAL
A secção “Comportamento” tem como principal objetivo mostrar algumas das mais recentes estatísticas e informações relevantes sobre os turistas do mercado do Canadá. Estes destaques não dispensam uma leitura atenta das outras secções do presente capítulo “Caracterização do Turista” em que aprofundamos todos os detalhes do comportamento sobre os potenciais visitantes deste mercado ao nosso território.
O Canadá é um território com reconhecimento turístico para muitos países do mundo e igualmente para Portugal, tendo inclusive uma significativa componente de turismo interno. Neste contexto começamos este breve capítulo com a compreensão do volume de visitas domésticas e estrangeiras por parte do Canadá.
Pela informação gráfica facilmente interpretamos que no Canadá predomina uma eleição pelo turismo interno, quando realizada uma analogia entre as viagens internacionais. Importa referir igualmente o equilíbrio entre o número anual de viagens de 2016 a 2019 em ambos os indicadores. Contudo apuramos que desde 2017 o número de viagens tem vindo a reduzir, verificando o registo dos valores mais baixos do período em análise exatamente em 2019, com um pouco mais de 26M viagens internacionais a contrastarem com as mais de 93M de viagens domésticas.
Os resultados sobre as viagens podem até descrever uma inequívoca preferência sobre os destinos internos, mas quando analisamos o perfil de pesquisa online dos turistas canadianos confirmamos que a procura rapidamente revela uma preferência por destinos internacionais, com 76% das pesquisas turísticas.
Quando interpretamos os inquéritos realizados no primeiro trimestre de 2021 constatamos que o turista canadiano opta por viajar normalmente em casal ou em Família com filhos, revelando uma significativa preferência entre estas duas soluções.
No entanto este perfil de turista assume um dado curioso ao revelar que prefere viajar sozinho que num grupo de amigos ou Família sem filhos, registando praticamente o dobro de respostas entre estas duas opções. Destacamos ainda que os grupos organizados ocupam o último resultado deste inquérito.
No que se refere ao período de viagem, solicitámos ao turista canadiano que partilhasse a duração da última viagem internacional e, como resultado mais expressivo, verificámos que a experiência durou até duas semanas para 34,8% dos turistas.
Pela interpretação gráfica, apuramos igualmente que o segundo resultado mais revelador com uma amostra de 30,0% indica que a duração da viagem teve exatamente uma semana. É referida ainda uma tendência notável que as viagens internacionais duraram até um mês (14,7%) ou mesmo mais de um mês (11,7%), visto que para o turismo canadiano uma viagem de menos de 5 dias regista a amostra menos significativa com 8,8%.
Através dos dados Digital Demand – D2© foi ainda possível perceber quais as cidades Canadianas que procuram mais tópicos turísticos a nível global.
Neste caso particular, o mercado canadiano destaca que Toronto detém quase metade do valor de pesquisas com 41% entre as cinco cidades com maior índice de procura turística realizada. Montreal é a segunda cidade mais populosa do Canadá e regista 20% das pesquisas. Em seguida temos as cidades de Calgary e Ottawa ambas com 15% e com o valor mais baixo de pesquisa surge a cidade de Edmonton com 9%.
TENDÊNCIAS DO MERCADO
Antes de abordarmos algumas especificidades do Canadá e o comportamento dos seus turistas em relação aos Açores, é importante ficarmos a conhecer o seu relacionamento com os restantes mercados.
O Canadá é considerado um dos melhores países para viver. O hóquei no gelo é das principais referências culturais do País assim como a sua culinária e o famoso maple syrup. Com uma enorme consciência ambiental, respeito pela multiculturalidade e caraterizado por níveis de simpatia diferenciadores, é realmente um lugar distinto. Com paisagens incríveis e um forte mercado de atividades de inverno, detém igualmente uma riqueza natural simplesmente assinalável.
Para além da importância sobre a representatividade do turismo, é essencial perceber quantas viagens se realizam dentro e fora do Canadá.
Iniciaremos a análise dos destinos de preferência interna deste mercado, que desfruta da incrível possibilidade de se deslocar dentro do segundo maior País do Mundo.
Pela representação gráfica podemos observar que o turismo canadiano opta numa clara preferência pela cidade de Ontário quando decide viajar internamente, onde regista mais de 116M de dormidas. O segundo destino com quase 57M de dormidas é o Quebec que faz fronteira a oeste por Ontário e que se classifica como a província francesa do Canadá. Com um valor menos expressivo de dormidas, temos a Colúmbia Britânica que é província mais ocidental do Canadá situada entre o Oceano Pacífico e as Montanhas Rochosas e que regista mais de 34M de dormidas. Como último destino interno falta mencionar a província Alberta com mais de 32M.
No que toca aos destinos estrangeiros mais visitados pelo turista proveniente do Canadá, destacamos os seguintes:
Pela proximidade geográfica facilmente se explica que os EUA são o destino internacional mais visitado pelo turista canadiano com mais de 27M de visitas em 2017. Com uma diferença simplesmente incrível o segundo país mais visitado é o México com 1,8M de visitas. Cuba (964 mil), Reino Unido (770 mil) e China (666 mil) são os Países que perfazem o Top 5 conferindo entre eles uma diferença pouca expressiva face ao mercado de turismo canadiano.
Numa análise ao turista canadiano no âmbito desta investigação, interpretámos anteriormente que as viagens internas são as que se realizam com maior frequência.
Face ao número de viagens em lazer nos últimos 5 anos podemos afirmar que 53,9% dos participantes que responderam aos questionários afirmam ter viajado até três vezes. Por sua vez, verificamos que a amostra de participantes exibe apenas 27,2% quando o turista viaja até 5 vezes no mesmo período. Quando referimos quem viajou mais do que 6 vezes, a amostra decresce para 18,9%.
Numa análise aos países mais pesquisados pelo mercado turístico canadiano, excluindo pesquisas internas e as respetivas atividades turísticas, percebemos que a quota de mercado dos três primeiros regista uma variação de apenas 0,4% e que Portugal ocupa a 13ª posição com a quota de mercado externo de pesquisa de 1,3%.
O México lidera os resultados provenientes deste mercado com uma quota de 3,4% seguido pelo Japão e Cuba que registam valores muito semelhantes e acima dos 3,0%. Itália e França em representação da Europa perfazem o top 5 com quotas de mercado de 2,8% e 2,0% respetivamente. Posteriormente temos Países como a Costa Rica (1,8%), a Islândia (1,7%), os EUA (1,6%), a Grécia (1,5%), Espanha (1,4%), Austrália, Jamaica e Portugal (1,3%) e a com a quota de mercado menos expressiva situada em 1,2% temos os mercados externos da China e Tailândia.
Torna-se indiscutível ter que considerar o impacto da Pandemia no padrão de viagens e de pesquisas por parte do mercado canadiano, e por essa razão facilmente interpretamos no gráfico em epígrafe que existem mais países que registam uma variação negativa, do que aqueles que consolidam algum crescimento em relação ao turismo do Canadá.
Com uma variação verdadeiramente positiva e substancial de 28,5% as Filipinas definem-se como o mercado onde se regista o maior crescimento de pesquisas turísticas do Canadá entre 2019 e 2020. Ainda na análise de variação positiva, mas menos expressiva, temos o mercado da China com 3,7% e o da Rússia com 3,2%. O Egipto assinala uma variação ainda mais curta de apenas 1,1% e a França encerra esta interpretação positiva com apenas 0,2% de crescimento, neste período particular.
A pandemia mesmo influenciando a variação positiva é a principal razão que sustenta e justifica a variação negativa. Neste “intervalo” de valores devemos mencionar que a Índia regista uma variação de -0,9% e a do Líbano reflete o valor mais baixo situando-se nos -13,2%. Neste contexto temos ainda a Suécia (-3,7%), o Japão (-4,7%), a Austrália (-6,4%), a Itália (-8,7%), as Maldivas (-9%), a Turquia (-11,7%), Noruega (-12,1%) e o Brasil (-12,9%).
PERFIL TEMÁTICO
Após uma breve análise sobre algumas tendências do turismo canadiano, é importante abordar as suas principais temáticas. Iremos neste subcapítulo apurar considerações e respostas a questões como:
- Quais são os tópicos mais procurados online pelos turistas canadianos?
- Quais as atividades ou ativos turísticos que têm mais interesse?
Posteriormente vamos descrever os resultados estatísticos, os dados digitais e os principais indicadores interpretados.
É importante entender quais são os países e regiões nos quais o turismo do Canadá se mostra mais interessado, identificando as atividades, os ativos e as particularidades que este mercado procura nas suas férias. Proceder a uma relação de análise entre os produtos turísticos mais procurados e a oferta que os Açores apresentam ao turismo canadiano deverá ser um passo importante para a captação de mais mercado, assim como desenvolver uma base de informação com fortes indicadores que sirvam a promoção do turismo dos Açores neste território.
O turismo do Canadá reforça mais uma vez que a procura de Sol e Praia representam a motivação que reúne mais consenso sobre a escolha de um próximo destino de viagem. Com valores da amostra participativa muito significativos, a História e Cultura aliam-se à Natureza e Aventura como indicadores realmente determinantes para o turista canadiano poder tomar decisões. Os city breaks e as atividades familiares permitem identificar as cinco principais motivações da representação gráfica que melhor descrevem o turismo do Canadá.
No que se refere aos temas globais mais pesquisados no Canadá verificamos uma tendência generalizada sobre o tema Viajar e tudo aquilo que possa caraterizar ou sustentar o máximo de informação possível sobre este resultado.
Com uma quota de mercado que assinala um resultado acima dos 10% de pesquisas, viajar é o tema fulcral sobre a pesquisa do mercado turístico canadiano. De forma complementar, a pesquisa por informação sobre pacotes de férias e cidades representam uma quota de mercado que se situa nos 6%. As praias com 4,5% e o Turismo com 3,5% de quota são os cinco temas mais pesquisados. Com valores abaixo dos 3% de quota de mercado turístico podemos realçar as pesquisas sobre os locais a visitar, as maravilhas naturais ou a informação sobre resorts. O turista canadiano revela ainda quota de mercado com valores pouco expressivos em procuras sobre restaurantes ou sobre ilhas (1,7%), sobre vilas (1,6%) ou vulcões (1,4%).
Sobre os temas com maior crescimento, sobre a variação anual do volume de pesquisas, podemos verificar dados muito interessantes.
O tema de pesquisa por maravilhas naturais regista um crescimento exponencial com uma variação de 78,3% o que reflete um dado considerável sobre o interesse do turismo do Canadá e que poderá ser bastante favorável na avaliação sobre uma futura viagem aos Açores. As padarias e as confeitarias assumem lugar de destaque com uma variação de 22,7% onde o tema pirâmides regista igualmente um resultado acima dos 20%. Os palácios (18,7%), lagos (18,5%), templos (18,4%), regiões (17,4%), Ilhas (11,6%) e monumentos (11,3%) estão todos eles no intervalo de variação crescente entre os 10% e os 20%. Temos também o tema cidades e as selvas e florestas com variações entre os 9% e os 7% e por fim os bares e pubs, a costa, os castelos, as fortalezas e as aldeias com variações que não chegam a 5%.
PERFIL DE INSPIRAÇÃO
Quando efetuamos uma análise a um determinado mercado, um dos aspetos mais relevantes diz respeito à metodologia utilizada na hora de procura de inspiração para viajar. Atualmente apesar da predominância moderna sobre as soluções online, entre eles os estáticos (websites), proativos (motores de busca) e interativos (redes sociais), há ainda organizações, contactos e meios tradicionais que produzem alguma influência na hora do turista canadiano decidir qual será a sua próxima viagem ou destino.
Neste subcapítulo vamos debruçar-nos sobre o perfil de inspiração deste mercado.
Como ponto de partida e de forma a promover o destino Açores no mercado turístico canadiano, iremos identificar as plataformas e metodologias utilizadas, bem como onde o turista procura inspiração para a sua próxima viagem.
É possível afirmar que 52,9% deste turismo indica ter um perfil tecnológico proativo como principal fonte de inspiração na escolha do próximo destino de viagem, sendo também importante assinalar que a Família e os Amigos são igualmente preponderantes para 45,3% dos participantes neste processo, pela sua experiência e opinião valorizada. Em seguida os websites de marca (36,1%), a informação interativa dos fóruns online (33,3%) e as redes sociais (28,1%) compõem as cinco principais fontes de inspiração do mercado turístico canadiano. A informação e publicidade de media exterior, como outdoors, revelam o resultado menos influente sobre este mercado-alvo com apenas 8,0%.
No que se refere à intenção, questionámos os viajantes canadianos sobre de que forma tinham procedido à marcação da sua última viagem de lazer. Os resultados traduzem uma preferência significativa sobre os websites de reservas com 35,9% da amostra e em alternativa com uma representatividade de 24,1% indicam que o fazem diretamente nas páginas e sites dos hotéis e companhias aéreas.
20,3% dos turistas do Canadá assumem igualmente que preferem optar pela escolha de uma agência ou operador turístico que lhes apresente uma solução de viagem previamente organizada com uma proposta de pacote de oferta, em detrimento das agências ou operadores sem essa proposta de valor, registando 14,0% de mercado.
PERFIL DE GASTOS
Compreender a tendência sobre o volume de gastos de um mercado turístico em estudo, concede uma análise importante para interpretamos a sua fiabilidade.
Através de questionários e estatísticas devidamente orientadas para o mercado de turismo do Canadá vamos tentar perspetivar o perfil de gastos para a Região dos Açores.
De forma a contextualizarmos a informação, procedemos à análise sobre a evolução dos gastos turísticos em viagens internas do mercado canadiano.
Sem qualquer registo de gasto médio por pessoa até ao ano de 2017 rapidamente constatamos que a despesa vigente em viagens internacionais é muito superior às despesas de viagens domésticas de 2018 a 2019. Podemos inclusive realçar uma diferença de mais €935,98 entre a despesa média por turista aplicada numa viagem internacional comparativamente a uma viagem doméstica em 2019.
O turista canadiano no âmbito deste estudo, esclareceu qual o valor gasto por pessoa no decorrer da sua última viagem, face às despesas diárias e com dormida.
Os resultados traduzem uma clara perceção de que o turista canadiano tem um perfil diversificado, onde a maior amostra de 30,5% indica gastos entre os 101€ a 200€ diários durante a sua viagem. O segundo e terceiro intervalo de valores onde se verificam amostras de mercado mais altas de 19,6% e de 16,7%, refletem gastos que traduzem um forte poder económico, representando valores diários de 201€ a €300 ou mais de €400 respetivamente. Entre 76€ e 100€ encontramos ainda assim uma amostra representativa de turismo de 14,1%.
TENDÊNCIAS DE SAZONALIDADE
Após a leitura atenta sobre o perfil de destinos, temas e inspirações do turista canadiano, devemos também interpretar o “quando”. Neste subcapítulo serão apresentadas as principais alturas em que este mercado procura por tópicos relacionados com viagens e tudo aquilo que envolve este processo de estudo, pesquisa e tomada de decisão.
Iremos ainda reconhecer quando é que o turismo do Canadá procura viajar para destinos como Portugal Continental e o Arquipélago dos Açores.
Analisando o gráfico comparativo identificamos que as pesquisas sofrem algumas variações anuais apresentando o seu primeiro crescimento no mês de fevereiro a março e posteriormente, após o mês de junho garantem um crescimento mais equilibrado até ao final do ano, mesmo que se verifique uma pequena quebra de agosto a setembro.
Sobre as viagens externas o equilíbrio que descrevem ao longo de toda a anuidade é simplesmente assinalável. Sem registo de qualquer quebra ou crescimento abrupto a sazonalidade de pesquisas situa-se entre os 8% e os 8,5% onde somente no início de dezembro se confirma que este resultado ultrapassa o seu valor mais alto. Importa ainda referir que mesmo registando uma maior quebra anual de pesquisas entre março e junho, as viagens e dormidas mantêm os valores e respetiva procura.
Analisando o período de pandemia (2020-21) no próximo subcapítulo, podemos ainda destacar a intenção que o mercado turístico do Canadá terá em 2021, de acordo com os viajantes frequentes entrevistados no âmbito deste projeto.
Será curioso afirmar nesta interpretação que o turista canadiano menciona ter maior preferência por viajar nos três períodos de opção de resposta que não indicavam qualquer referência a férias, ou seja, é entre o mês de junho a agosto que prevalece o maior interesse com um resultado de 24,1% de mercado, e com um resultado de amostra muito semelhante situado nos 23,3% temos a indicação do período de setembro a dezembro. De fevereiro a maio regista-se o período que reflete a menos percentagem com 11,4% sobre a intenção de viajar do turismo canadiano.
Refletindo sobre os dados recolhidos entre estatísticas e entrevistas, percebemos que no ano de 2021 os feriados apresentarão uma particular importância na definição das férias do turismo canadiano, sendo por isso aconselhado que se coordenem campanhas para este mercado, coincidindo com as épocas festivas ou com as férias escolares no Canadá:
2021 – Férias Escolares (Normativa do Canadá – pode variar entre regiões, níveis de escolaridade e instituições públicas/privadas de ensino):
Férias Escolares (1) – 15 de Fevereiro a 19 de Fevereiro
Férias Escolares (2) – 1 de Abril a 16 de Abril
Férias Escolares (3) – 31 de Maio a 4 de Junho
Férias Escolares (4) – 23 de Julho a 1 de Setembro
Férias Escolares (5) – 25 de Outubro a 29 de Outubro
Férias Escolares (6) – 20 de Dezembro a 3 de Janeiro de 2022
IMPACTO DA PANDEMIA
Trata-se de um capítulo temporário face a este estudo, uma vez que se dedica em exclusivo à análise do impacto da Pandemia Covid-19 nos potenciais turistas do Canadá. Será possível compreender com exatidão como é que a Pandemia afetou vários indicadores entre eles, os rendimentos, a vontade de viajar, as prioridades e pontos de vista dos turistas deste mercado face à possibilidade de viajar para destinos como o Arquipélago dos Açores.
Vamos começar pela questão económica. Um dos temas mais discutidos ao longo do último ano prende-se com o impacto da pandemia no rendimento da maior percentagem de potenciais turistas para os Açores, e o Canadá não é exceção. Na vertente quantitativa deste estudo perguntámos a 750 viajantes do mercado canadiano qual tinha sido o impacto da Covid-19 nos seus rendimentos:
Neste caso específico, verificamos que 48% não sofreu qualquer impacto nos seus rendimentos até ao passado mês de fevereiro. Cerca de 8% da amostra revela inclusive ter beneficiado financeiramente com este cenário, obtendo um aumento de rendimentos neste período. Numa perspetiva menos positiva, 32% dos participantes entrevistados no âmbito deste estudo revelaram que o seu rendimento diminuiu durante a pandemia sendo que 13% ficaram mesmo desempregados.
Estes dados relativos ao impacto da Covid-19 nos rendimentos dos turistas do mercado do Canadá demonstram um impacto económico negativo em 45% dos potenciais turistas. No início de 2021 – quando foram conduzidos estes questionários – grande parte dos mercados-alvo dos Açores, incluindo o Canadá, encontravam-se numa situação de adaptação a este cenário de pandemia desconhecido, pelo que é importante continuar a acompanhar a situação e perceber em que altura este mercado voltará efetivamente à sua normalidade de enorme potencial turístico.
Mesmo com um impacto económico evidente num número considerável de turistas deste mercado, era importante questionar os turistas canadianos se consideravam viajar por motivos de lazer durante o ano de 2021, interpretando ainda essa pergunta com uma potencial explicação para viajar ou não.
Como podemos observar nos gráficos em epígrafe, 46% da amostra revelou não estar disponível para viajar, sendo que 54% afirmou que tinha uma intenção contrária.
Entre os participantes que afirmam não ter disponibilidade para viajar, 34,5% diz que não o fará devido a questões relacionadas especificamente com a problemática da Covid-19. Por outro lado 7,3%, dos participantes justifica a sua decisão mencionando restrições financeiras e 4,4% devido a limitações de tempo como o principal motivo para não viajar em lazer no ano de 2021.
Referindo agora as principais razões sobre a disponibilidade para viajar, 25,9% dos participantes diz depender de um processo de vacinação eficaz, 12,9% afirmam que viajariam independentemente da evolução da pandemia e outros 14,9% participantes garante que só viajam caso tenham sido devidamente vacinados/as.
O turismo canadiano demonstra ter muita consciência sobre as limitações que a evolução da pandemia poderá exercer sobre a intenção de viajar num curto espaço de tempo, mas caso entendam avançar com a escolha de um próximo destino de viagem, questionámos qual seria a altura do ano mais provável para a realização da mesma.
Pelos dados gráficos conseguimos apurar que entre os meses de junho a agosto e de setembro a dezembro, em qualquer altura deste período em particular, se regista a maior amostra de turismo canadiano face à intenção de viajar. Durante o período de férias, respeitando os mesmos períodos anuais, notamos igualmente valores de amostra semelhantes indicando datas alternativas com o mesmo intuito, ou seja, viajar num futuro próximo.
De fevereiro a maio registam-se os períodos mais fracos, mas ainda assim com bons resultados e indicadores sobre o propósito de viajar do turismo canadiano.
A última questão realizada aos participantes, era qual o destino mais provável da primeira viagem de lazer, em que as opções de resposta eram selecionar o turismo interno ou o estrangeiro para qualquer um dos continentes do mundo.
O turismo interno do Canadá é a primeira opção com um resultado bastante esclarecedor de 27,6% repostas. A oferta do continente americano garante o segundo destino de maior preferência com 22,7% respostas participativas, desafiando a amostra de 15,1% sobre a decisão de viajar para a Europa. Os inúmeros destinos do continente asiático registam 10,4% de respostas de interesse dos participantes. Teremos ainda que realçar os 6,3% de respostas face à descoberta dos destinos na Oceânia e os 3,7% de participantes que elegem o continente africano como destino para a viagem a acontecer em 2021.
Pelo facto de ser o segundo maior País do Mundo em área total, superado apenas pela Rússia, podemos referir que a diversidade natural do Canadá convida turistas de todo o mundo, mas essencialmente o próprio turista canadiano. As atrações de inverno são as que reúnem maior procura, e outra das principais características do país é a grande diversidade de paisagens naturais e atividades desportivas e de bem-estar. O governo do Canadá mantém 38 parques nacionais que correspondem a 2% do território, assim como 836 lugares históricos, 1000 parques regionais e 50 parques territoriais.
Após o estudo anterior concretizado e respeitando os resultados da amostra completa, os viajantes frequentes do mercado canadiano foram desafiados a realizar um exercício de prioridades. Entre as 5 opções descritas no gráfico de apoio, os entrevistados teriam que avaliar um ranking de 1 (mais importante) a 5 (menos importante).
Importa ter em conta na leitura do gráfico que quanto menor a pontuação média (valor que aparece no gráfico), mais importante é para a amostra deste mercado.
Como podemos analisar a importância de viajar para destinos com equipamentos de saúde de qualidade é a principal prioridade com um valor médio de 2,47.
Em seguida temos o resultado de valor médio de 2,70 referente aos destinos menos massificados e posteriormente a preferência por destinos mais ligados à Natureza com valor de 2,81. A proximidade de estar perto de casa assume um papel menos importante na ótica do mercado turístico canadiano com 3,49 e a possibilidade de causar um impacto social positivo regista um valor médio mais alto na ordem dos 3,53. Estes resultados podem ser auspiciosos para o Turismo dos Açores face aos indicadores que favorecem a ligação do turismo canadiano à escolha de destinos com pouca massificação e também com enorme ligação à natureza.
No momento em que estas entrevistas foram realizadas, o Canadá já se encontrava em início da fase de vacinação, e por isso será muito importante que os responsáveis pela promoção do turismo dos Açores se mantenham atentos à evolução da pandemia neste mercado. Para tal a Bloom Consulting disponibiliza nesta página toda a informação sobre número de casos, número de casos ativos, mortes, testes e sucesso de vacinação no Canadá em tempo real: