O MERCADO DOS PAÍSES BAIXOS 2021
PARTE 2 - CARACTERIZAÇÃO DO TURISTA

COMPORTAMENTO GERAL
Esta secção “Comportamento” tem como principal objetivo mostrar algumas das mais recentes estatísticas e informações relevantes sobre os turistas deste mercado. Estes destaques não dispensam uma leitura atenta das outras secções deste capítulo “Caracterização do Turista” em que aprofundamos todos os detalhes do comportamento destes potenciais visitantes ao nosso território.
Conhecido como um dos maiores mercados emissores de turistas a nível mundial, os Países Baixos estão também entre os principais territórios da procura externa para Portugal, pelo que se torna relevante começarmos este breve capítulo por compreender o volume de visitas domésticas e estrangeiras por parte do mesmo.
O turismo internacional dos Países Baixos revela um crescimento contínuo nos anos em análise, tendo ultrapassado a barreira dos 20 milhões de viagens no ano de 2017. Por outro lado, o turismo doméstico apresenta o comportamento inverso que se traduz no decréscimo de quase 1 milhão de viagens entre 2016 e 2018.
É de realçar, portanto que apesar de o número de viagens domésticas continuar a ser superior ao número de viagens internacionais, há uma tendência por parte do turismo holandês para a aproximação e equilíbrio de ambos os valores.
Em complemento à tendência verificada nos resultados anteriores, torna-se essencial realçar que o perfil de pesquisas online dos turistas holandeses foca-se na sua grande maioria na procura pelo mercado internacional, contando com cerca de 83% das pesquisas turísticas realizadas.
Sobre os inquéritos concretizados no primeiro trimestre de 2021 concluímos que o turista holandês viaja maioritariamente em família (com filhos).
Ainda assim, o perfil da amostra de viajantes do mercado holandês tem igualmente valores consideráveis para viagens em casal. Estes dois principais segmentos têm uma representatividade de 70% do total.
Seguem-se os viajantes em grupos de amigos sem filhos, quem prefere viajar sozinho e as famílias sem filhos com números muito próximos de 9,1%, 8,8% e 7,5% respetivamente.
Em relação ao tempo de viagem, a análise foca-se na duração da última viagem internacional.
No gráfico acima conseguimos verificar que existe uma grande maioria de resultados para viagens com duração até duas semanas, o que se traduz em cerca de 46% do total da amostra. São ainda relevantes no mercado holandês as viagens com duração de uma semana ou até um mês, com 25% e 16% respetivamente.
Através dos dados Digital Demand – D2© foi ainda possível perceber quais as cidades dos Países Baixos que mais procuram tópicos turísticos a nível global.
A Capital dos Países Baixos é a cidade que realiza o maior número de pesquisas turísticas em motores de busca com 38% do total. O top 5 conta ainda com as cidades de Roterdão (22%), Eindhoven (15%), Haia (15%) e por último Utreque (10%).
TENDÊNCIAS DO MERCADO
Antes de abordar o comportamento específico dos Países Baixos e dos seus Turistas em relação aos Açores, é fundamental ficarmos a conhecer genericamente o seu relacionamento com os restantes mercados. Passar férias nos Países Baixos, percorrer os infindáveis campos de tulipas holandesas, explorar ambientes liberais como o icónico red light district e as múltiplas coffe shops, passear de barco por entre os canais de água ou dar um belo passeio de bicicleta e simplesmente apreciar toda uma arquitetura criativa é uma questão na mente de todos os turistas e viajantes holandeses. Para além da importância de termos em mente o número de viajantes, é muito importante saber quantas viagens se realizam dentro e fora deste mercado.
Começamos por analisar os destinos domésticos preferidos dos Países Baixos, sendo essencial referir que o turismo interno holandês contempla a possibilidade de deslocações entre as várias províncias do país.
Como podemos observar o turismo interno holandês regista o valor de dormidas mais expressivo (acima de 23 milhões de dormidas) na província de Holanda do Norte, situada junto ao mar do Norte e onde se localiza a capital do país, Amesterdão. Seguem-se como as mais visitadas internamente, as províncias Holanda do Sul (6,3M), Zelândia (6,3M), Limburgo (3,7M), Brabante do Norte (3,2M), Guéldria (2,1M), Flevolândia (1,6M), Drente (1,2M), Overissel (1,2M) e Utrecht (inferior a 1M).
No que toca aos destinos internacionais mais visitados pelo turista proveniente dos Países Baixos, destaca-se em larga escala a Alemanha com mais de 3,5M.
Seguem-se a Espanha e a França com valores bastante idênticos a rondar os 2,5M e por fim, a complementar o Top 5 e mantendo-se a tendência por país europeus, surgem a Bélgica (1,7M) e a Itália (1,3M).
Considerando a amostra de inquiridos que viajaram nos últimos 5 anos em lazer, encontramos no gráfico abaixo a frequência dessas mesmas viagens.
Como se pode verificar, o maior número de viajantes indica que realizou entre 1 a 3 viagens de lazer nos últimos 5 anos (42%). Ainda assim, uma grande parcela, nomeadamente 36%, viajou entre 3 e 5 vezes.
Não podemos deixar de referir ainda que mais de 22% da amostra em análise indicaram que viajaram mais de 6 vezes, o que demonstra claramente a predisposição deste mercado para viajar em lazer.
Ao analisarmos os países mais pesquisados pelo mercado dos Países Baixos no âmbito do turismo – excluindo pesquisas internas e as respetivas atividades turísticas – destacamos no topo da lista a Alemanha, a França e a Espanha que em conjunto representam cerca de 20% das pesquisas e que, como vimos anteriormente, são também os mais visitados por este mercado.
É ainda de realçar que os vários países que constituem o Top de pesquisas são todos países europeus e seguem-se aos principais a Itália (4.7%), Áustria (4.3%), Grécia (3.1%), Bélgica (2.2%), Croácia (2%), Turquia (2%), Noruega (1.9%), Luxemburgo (1.8%), Suíça (1.6%), Dinamarca (1.6%) e a fechar o top encontramos Portugal com uma quota de 1.6% e ainda a Islândia (1.2%).
Apesar do inegável impacto da Pandemia no padrão de viagens e de pesquisas, podemos ver que há países que continuam a crescer muito significativamente no que diz respeito às pesquisas por parte do turismo holandês:
Com um crescimento acima dos 90%, a Bélgica apresenta uma evolução muito significativa no número de pesquisas por parte deste mercado. Ainda de destacar a Suíça, a França, a Espanha e a Áustria com taxas de crescimento acima dos 50%.
Com pouco mais de 40% encontramos a Itália e logo depois a Polónia (+23%), a Alemanha (+22%) e a Grécia (+19%). A China é o primeiro país não europeu a surgir no top de mercados com maior crescimento de pesquisas no último ano, apresentando uma variação positiva de 18%. Ainda com taxas de crescimento acima dos 10% destacam-se a Finlândia (+16%), Dinamarca (+14%), EUA (+14%) e Hungria (+12%) e, por fim, terminamos com o Luxemburgo com um crescimento de 9%.
PERFIL TEMÁTICO
Após uma breve interpretação sobre as tendências geográficas do mercado turístico holandês, é importante abordar as suas principais temáticas. Neste subcapítulo iremos apurar algumas considerações e respostas a questões como estas: Quais são os tópicos mais procurados online pelos turistas holandeses? Quais as atividades ou ativos turísticos que têm mais interesse?
Posteriormente, apresentaremos estatísticas, dados digitais, indicadores e os principais resultados.
Tão importante como entender quais são os países e regiões nos quais o turista holandês se mostra mais interessado é clarificar quais são as atividades, ativos e características que o turista deste mercado procura nas suas férias. Fazer uma relação entre os produtos turísticos mais procurados pelos turistas e a oferta que os Açores apresentam ao turismo holandês pode ser um passo importante para a captação de mais turistas e uma importante base para a criação de uma premissa mais forte na promoção do turismo dos Açores neste território.
Analisando o gráfico acima, verificamos que existe um relevante destaque para a motivação na escolha de um destino ser Sol e Praia e Natureza e Aventura, sendo que estas categorias apresentam mais de 400 respostas cada uma. Outras motivações significativas para esta análise são a História e Cultura, City Breaks, Atividades Familiares, Atividades Náuticas e Spa e Bem-estar.
Sendo menos privilegiadas por este mercado e, portanto, com menos de 100 respostas, encontramos as categorias, Cruzeiros, Jogo e Golfe.
Através das pesquisas online realizadas a partir dos Países Baixos, percebemos que há uma clara tendência para um tema mais genérico no primeiro lugar do top 15 de temáticas das pesquisas: Viajar.
Viajar representa quase 30% das pesquisas do mercado holandês e, em conjunto com Pacotes de Férias, representam mais de 40% das pesquisas oriundas deste mercado. O seguinte ativo turístico específico mais procurado pelos turistas holandeses é Campismo, representado na terceira posição com uma quota de 7%. A completar o top 5 encontram-se Tours e Hotéis com 2.2% e 1.8% respetivamente.
Casas de Férias (1.7%), Turismo (1.7%), Praias (1.6%), Ilhas (1.4%), Cidades (1.4%), Aldeias Férias (1.2%), Locais a Visitar (1.1%), Esquiar (1%), Regiões (1%) e, por último já abaixo dos 1%, Caminhada (0.9%) são os ativos que complementam o top 15 de temáticas mais pesquisadas pelos Países Baixos em todo o mundo.
Em termos de crescimento – variação anual do volume de pesquisas – vemos mais uma vez a mesma predominância genérica no topo da tabela para a temática Viajar.
As pesquisas por Viajar, que como vimos é o tema mais pesquisado por este mercado, cresceram mais de 200% no último ano. Esta percentagem de crescimento destaca-se face às restantes temáticas do top de maior crescimento.
Turismo e Regiões são os seguintes temas a apresentar o maior crescimento, com valores acima dos 20%. Seguem-se as Maravilhas Naturais (+15%), Resort de Ski (+13.2%), Casas (+11.5%), Vulcões (+10.8%), Templos (+10.5%) e, já abaixo dos 10%, Compras (+9.7%), Lagos (+7.4%), Selvas e Florestas (+6.8%). Esquiar é o tema que fecha as variações de crescimento positivas com um aumento de 1.2%.
Catedrais, Castelos e Fortalezas e Restaurantes apresentam-se como as temáticas que, apesar de apresentarem valores de pesquisas inferiores ao registado no ano anterior, sofreram o menor impacto negativo face a todas as restantes com decréscimo de pesquisas online.
PERFIL DE INSPIRAÇÃO
Um dos aspetos mais interessantes a analisar num mercado-alvo prende-se com a metodologia utilizada na hora de procura de inspiração para viajar. Apesar da predominância contemporânea de meios online – estáticos (websites), proativos (motores de busca) e interativos (redes sociais) – há ainda organizações, contactos e meios tradicionais que produzem alguma influência na hora do turista holandês decidir onde vai passar as suas próximas férias. Neste subcapítulo vamos debruçar-nos sobre o perfil de inspiração deste mercado.
De forma a definir um ponto de partida para as plataformas ou metodologias de promoção do destino Açores no mercado holandês é importante perceber como é que estes turistas tendem a procurar inspiração para a sua próxima viagem.
Destacam-se com mais de 400 respostas, os motores de busca no topo de inspiração, sustentando a ideia de um perfil de turista maioritariamente baseado em fontes de inspiração online. Importa realçar que Família e Amigos, com 271 respostas, são a segunda escolha de inspiração mais referida, sendo que após esta voltam a surgir fontes online como os Websites de Marcação de Viagem (237), os Fóruns Online (205) e Redes Sociais (194). Com um número de respostas inferior a 150 estão as Agências de Viagens, Anúncios de TV, Rádio, Jornal e Outdoors.
Numa abordagem ao passo seguinte à inspiração, nomeadamente a tomada de ação no planeamento da viagem, questionámos os viajantes holandeses sobre de que forma procederam à marcação da sua última viagem de lazer. Neste passo, destacam-se os Websites de Reservas e ainda a marcação direta com o hotel/companhia.
Verificamos que existe uma tendência por parte dos turistas dos Países Baixos para a marcação através de Websites de Reservas (31%) e ainda a marcação direta com o hotel ou companhia aérea (25%). Ainda assim, as Agências de Viagens ou “Tour Operators” têm também alguma expressividade nesta questão, sendo privilegiadas as opções de marcação que apresentam pacotes de férias previamente definidos face às ofertas sem pacote.
PERFIL DE GASTOS
Perceber a tendência para o volume de gastos por parte de um mercado corresponde a uma análise preponderante de forma a interpretar a sua fiabilidade enquanto mercado emissor. Através de questionários e estatísticas especializadas com viajantes frequentes vamos tentar demonstrar o perfil de gastos deste mercado-alvo para a Região dos Açores.
Por uma questão de contextualização, é importante perceber qual é a tendência de evolução dos gastos turísticos em viagens internas deste mercado.
Verificamos que a despesa apresentada em viagens domésticas, por pessoa, mantém um equilíbrio entre os anos de 2015 e 2018, baseando-se os valores entre os 100€ e 130€. No que diz respeito às despesas em viagens internacionais, verificamos que existe um crescimento contínuo ao longo dos anos e com variações superiores às despesas em viagens domésticas. Em 2015, apresentavam um valor médio de 560,38€ e no ano de 2018 o valor sobe para 635,18€, um aumento já algo significativo.
Relativamente aos viajantes frequentes dos Países Baixos inquiridos no âmbito deste projeto, foi lhes questionado qual o valor diário gasto por pessoa, no decorrer da sua última viagem.
Analisando as respostas obtidas, conseguimos perceber que o turista holandês apresenta um perfil algo diversificado no que diz respeito ao seu gasto diário (com dormida). Ainda assim, a maioria dos inquiridos (26%) refere que gasta entre 101€ e 200€. Apenas 9% indicou gastar entre 301€ e 400€, o que não limita o valor máximo de gastos pelos turistas deste mercado, uma vez que existe uma percentagem de cerca de 14% a posicionar-se no patamar mais elevado desta análise, com um gasto superior a 401€. A par com esta percentagem temos 15% de respostas a gastar menos de 75€ por dia na sua última viagem.
TENDÊNCIAS DE SAZONALIDADE
Depois de uma leitura sobre o perfil de destinos, temas e inspirações do turista dos Países Baixos, torna-se importante perceber o “quando”. Neste subcapítulo serão apresentadas as principais alturas em que este Turismo procura por tópicos relacionados com viagens e tudo aquilo que envolve este processo.
Iremos ainda identificar quando é que os turistas deste mercado procuram viajar para Portugal Continental e para o Arquipélago dos Açores.
O facto de o mês de Janeiro se destacar como um mês de elevado número de pesquisas e, por outro lado, um dos mais baixos em termos de visitas, sugere a existência de um comportamento de procura de inspiração e planeamento antecipado face à altura em que os turistas holandeses pensam em efetivamente efetuar a viagem.
No que diz respeito ao pico de pesquisas em Julho, este já estará relacionado com pesquisas específicas do momento da viagem.
Quanto ao período da pandemia (2020-21) – que desenvolveremos no próximo subcapítulo – podemos ainda destacar as intenções sazonais em 2021, de acordo com os viajantes frequentes entrevistados no âmbito deste projeto.
Destaca-se em larga escala o período entre Junho e Agosto, seja em férias ou não, como o que apresenta maior probabilidade de registar viagens internacionais por turistas holandeses. Com valores menos significativos segue-se o período de Setembro a Dezembro e, como última preferência, o período entre Fevereiro e Maio.
Através dos dados recolhidos entre estatísticas e entrevistas, percebemos que no ano de 2021 os feriados serão de particular importância na definição das férias dos holandeses, sendo por isso aconselhado que se coordenem campanhas para este mercado que coincidam com estas épocas festivas ou com as férias escolares nos Países Baixos:
2021 – Férias Escolares nos Países Baixos (Normativa – pode variar entre regiões Norte, Centro e Sul)
Férias Escolares (1) – 20 de Fevereiro (Sáb) a 28 de Fevereiro (Dom)
Férias Escolares (2) – 1 de Maio (Sáb) a 9 de Maio (Dom)
Férias Escolares (3) – 17 de Julho (Sáb) a 29 de Agosto (Dom)
Férias Escolares (4) – 16 de Outubro (Sáb) a 24 de Outubro (Dom)
Férias Escolares (5) – 25 de Dezembro (Sáb) a 9 de Janeiro (Dom)
IMPACTO DA PANDEMIA
Esta secção trata-se de um capítulo temporário deste estudo, uma vez que se dedica em exclusivo à análise do impacto da Pandemia Covid-19 nos potenciais turistas dos Países Baixos. Será possível compreender com exatidão como é que a Pandemia afetou os rendimentos, a vontade de viajar, as prioridades e pontos de vista dos turistas deste mercado face à possibilidade de viajar para destinos como o Arquipélago dos Açores.
Começamos pela questão económica. Um dos temas mais discutidos ao longo do último ano prende-se com o impacto da pandemia no rendimento da maior percentagem de potenciais turistas para os Açores, e os Países Baixos não são exceção. Na vertente quantitativa deste estudo perguntámos a 750 viajantes frequentes dos Países Baixos qual tinha sido o impacto da Covid-19 nos seus rendimentos:
No caso específico holandês, verificamos que 54% não sofreu qualquer impacto nos seus rendimentos até fevereiro de 2021. Cerca de 8% da amostra revelou ter beneficiado financeiramente em altura de Pandemia, indicando um aumento de rendimentos neste período. Experienciando uma vertente menos positiva, 29% dos participantes entrevistados no âmbito deste estudo revelaram que o seu rendimento diminuiu durante este período e, apresentando o pior cenário financeiro, 12% revela que perdeu o emprego.
Estes dados relativos ao impacto da Covid-19 nos rendimentos dos turistas do mercado Países Baixos demonstram um impacto económico negativo em quase 40% dos potenciais turistas. No início de 2021 – quando foram conduzidos estes questionários – grande parte dos mercados-alvo dos Açores, incluindo os Países Baixos, encontravam-se numa situação delicada em termos de emprego em diversas indústrias e serviços, pelo que é importante continuar a acompanhar a situação e perceber em que altura este mercado registará condições económicas mais favoráveis.
Mesmo com um impacto económico evidente num número considerável de turistas deste mercado, considera-se importante questionar os turistas holandeses se considerariam viajar por motivos de lazer durante o ano de 2021, interpretando ainda essa pergunta com uma potencial explicação para viajar ou não.
Como podemos observar no gráfico seguinte, apenas 29% da amostra revelou não estar disponível para viajar, sendo que 71% afirmou que tinha efetivamente predisposição para viajar no ano de 2021.
Torna-se importante realçar que entre as várias razões que suportam a ausência de disponibilidade para viajar, a maioria dos inquiridos (acima dos 65% do total de turistas que não viajariam) afirma que o motivo são questões e receios relacionados com Covid-19. Existe ainda um número significativo a indicar que é por razões financeiras e, com menor expressividade, estão as limitações de tempo.
Apesar de grande parte de quem se afirma disponível para viajar ainda no ano de 2021 apresentar algumas condicionantes, torna-se importante analisar também a altura do ano mais provável para a realização da sua próxima viagem por motivos de lazer.
Conforme verificámos anteriormente, o período de Junho a Agosto concentra a maioria das respostas dos potenciais turistas holandeses, independentemente de coincidir com a altura de férias ou não. Estes dados demonstram a clara preferência do mercado holandês para viajar durante o Verão, sendo que caso se trate de um outro período do ano, a opção “férias” toma maior relevância e está mais equilibrada com a opção “qualquer altura”.
A última pergunta exclusiva feita a quem consideraria viajar em 2021 a partir deste mercado focou-se no destino mais provável da primeira viagem de lazer, podendo os entrevistados selecionar o turismo interno ou ao estrangeiro para qualquer um dos continentes do mundo.
Viajar na Europa é a opção de escolha preferencial com cerca de 40% de repostas e, só na segunda opção surge o mercado interno com menos de metade das respostas da primeira. Os continentes americano e asiático apresentam um nível equilibrado de respostas, entre os 10% e 12%, seguindo-se a África e, como última opção, a Oceânia.
A Europa assume-se, portanto, como o continente de destaque para os turistas holandeses viajarem em lazer no ano de 2021, quer seja no próprio país ou em países vizinhos.
Já com respostas da amostra completa (quem considera ou não viajar em 2021), os viajantes frequentes dos Países Baixos foram confrontados com um exercício de prioridades. Entre as 5 opções descritas no gráfico seguinte, os entrevistados teriam que avaliar cada uma dentro de um ranking de 1 (mais importante) a 5 (menos importante). Assim, é importante ter em conta na leitura do gráfico que quanto menor a pontuação média (valor que aparece no gráfico), mais importante este é para os viajantes deste mercado.
Como podemos observar, a preferência por destinos com equipamentos de saúde de qualidade é a opção que reúne maior impotência para os turistas holandeses com um valor médio de 2,66. Segue-se a preferência por destinos ligados à Natureza e destinos menos massificados, 2,87 e 2,89 respetivamente. A registar um papel menos prioritário nesta escolha encontramos a possibilidade de causar um impacto social positivo e a proximidade de casa. Estes resultados são bastante positivos para o Turismo dos Açores uma vez que dois dos seus pontos fortes são precisamente a sua ligação à natureza e a não massificação.
No momento em que estas entrevistas foram realizadas, os Países Baixos já se encontravam em início da fase de vacinação, pelo que se torna importante que os responsáveis pela promoção do turismo dos Açores se mantenham atentos à evolução da pandemia neste mercado. Nesse sentido, a Bloom Consulting disponibiliza nesta página toda a informação sobre número de casos, número de casos ativos, mortes, testes e sucesso de vacinação nos Países Baixos em tempo real: