O MERCADO DOS EUA 2021

PARTE 2 - CARACTERIZAÇÃO DO TURISTA

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COMPORTAMENTO GERAL

Este capítulo tem como principal objetivo mostrar as mais recentes estatísticas e informações importantes sobre o turismo americano. Estes destaques não dispensam uma leitura atenta das outras secções do presente capítulo em que aprofundaremos todos os detalhes do comportamento deste específico mercado turístico ao nosso território.

Sendo um território reconhecido de emissão de turistas para Portugal e igualmente para muitos países do mundo, registando inclusive uma forte componente de turismo interno, iniciaremos este estudo com a compreensão do volume de visitas internacionais e domésticas do mercado turístico americano.

Conseguimos facilmente interpretar que nos EUA existe uma clara preferência pelo turismo doméstico, em virtude dos 50 Estados e respetivas características que os diferenciam de forma muito concreta. Podemos inclusive referir, em tom de curiosidade, que existem outros territórios que pertencem igualmente ao país, tais como Guam, Samoa Americana, Ilhas Virgens Americanas e os Estados Livres Associados das Ilhas Marianas do Norte e de Porto Rico.

Retomando a análise gráfica verificamos um equilíbrio assinalável sobre o número anual de viagens entre 2016 e 2019 nas deslocações domésticas. Sobre as viagens internacionais devemos realçar que o crescimento que vinha acontecendo assinala uma quebra total em 2019, mas em comparação as viagens domésticas voltam a confirmar um aumento que estimula certamente o desenvolvimento e valorização económica americana.

Apesar dos resultados descreverem uma clara preferência sobre as viagens para destinos internos, o perfil de pesquisa online dos turistas americanos foca-se maioritariamente numa procura por destinos internacionais registando um valor de 93% sobre todas as pesquisas turísticas.

Sobre os inquéritos concretizados no primeiro trimestre de 2021 concluímos que o turista americano prefere viajar maioritariamente em família com filhos, confirmando um resultado de amostra situado nos 33,3%.

O mercado turístico americano descreve igualmente valores consideráveis quando referimos a opção de viajar em casal com 24,8%, o que reflete o segundo maior registo de viagens realizadas. Destacamos ainda que a escolha de viajar sozinho representa o terceiro resultado deste inquérito com 23,7% de mercado, conferindo ao top 3 resultados de representatividade muito reveladores.

Em relação ao tempo de viagem, os turistas americanos partilharam qual tinha sido a duração da sua última viagem. Registámos que a maior percentagem de respostas com 40,0% indica que a experiência durou uma semana.

Analisando os restantes dados confirma-se que segunda maior percentagem de turistas americanos (32,8%) indica que a duração das suas viagens foi até duas semanas e com 10,1% de mercado turístico assinala-se o terceiro resultado mais expressivo com o tempo de viagem a contabilizar mais de um mês. Numa análise muito próxima de mercado, com um valor de amostra de 8,9%, temos o tempo de viagem que considera menos de 5 dias face ao período de férias.

Com os dados Digital Demand – D2© foi possível perceber quais as cidades americanas que registam mais procuras de tópicos turísticos a nível global.

Sobre este caso particular, o mercado americano destaca que Nova York detém 56%, ou seja, mais de metade dos resultados de pesquisa entre as cinco cidades com maiores índices de procura turística realizada em motores de busca. Chicago com 13% confirma o segundo valor mais revelador e com valores muito semelhantes temos a cidade de Houston com 12%, Atlanta com 10% e a cidade de Dallas situada no estado do Texas, com 9%.

TENDÊNCIAS DO MERCADO

Iremos abordar o comportamento e caraterísticas específicas sobre os EUA e respetivamente sobre o seu turismo em relação aos Açores, mas antes será fundamental ficarmos a conhecer genericamente o seu relacionamento com os restantes mercados.

Os EUA são considerados o país mais influente do mundo com um forte domínio cultural, económico, militar e até mesmo político. Trata-se de um país que mantém relações diplomáticas com a maioria dos países em todas as regiões do mundo, considerando-se uma nação multicultural e abrangente. Com uma enorme extensão territorial que confere ao país uma elevada biodiversidade com inúmeras particularidades em cada região, cidade ou Estado, os EUA são um dos países com o maior número de cidades mais visitadas do mundo.

E para além da importância de termos conhecimento do número de viajantes, é muito essencial saber quantas viagens se realizam dentro e fora dos EUA.

Iniciaremos a análise sobre a eleição dos destinos internos deste mercado-alvo, sendo essencial referir que o turismo doméstico americano contempla a possibilidade de deslocações em 50 estados.

De acordo com os dados apresentados graficamente podemos afirmar que o mercado turístico americano regista valores bastante assinaláveis face ao volume de turismo interno. A cidade de Nova York regista um número aproximado de 60M de dormidas sendo por isso, a mais visitada. A cidade mais populosa do estado de Illinois – Chicago, concentra o segundo maior registo de turistas americanos com 54,1M à frente da cidade de Atlanta com 51M. Anaheim, cidade localizada no estado americano da Califórnia no Condado de Orange regista 48,2M e a cidade de Orlando assinala 48M de visitantes americanos perfazendo o top 5 deste mercado notável de turismo doméstico.

No que toca aos destinos estrangeiros mais visitados pelo turista oriundo dos EUA, importa destacar que o México, pela proximidade geográfica registou 39,9M de turistas em 2017, apresentando o resultado de maior destaque. Com mais de 15M de turistas, o Canadá é o segundo destino mais visitado e o Reino Unido perfaz o top 3 registando 3,9M. A Itália e a França exibem resultados de mercado turístico americano muito próximos contabilizando 3,2M e 3,1M respetivamente.

Continuando a análise ao turismo americano no âmbito deste estudo, compreendemos facilmente que as viagens internas são aquelas que se realizam com maior frequência.

Observando o número de viagens em lazer nos últimos 5 anos podemos afirmar que 54,5% dos participantes responderam nos questionários on-line que viajaram até três vezes. Por sua vez e de forma interessante verificamos que o número de turistas que indica ter viajado entre 3 a 5 vezes e até mais do que 6 vezes em igual período, regista a uma amostra participativa quase idêntica de 22,8% e de 22,7% respetivamente.

Ao investigarmos os países mais pesquisados pelo mercado americano em relação ao turismo, excluindo todas as pesquisas internas e atividades turísticas, percebemos que o topo da lista reúne países onde nem só prevalece a proximidade geográfica.

O México com a maior quota de pesquisa de mercado externo de 5,7% destaca-se dos restantes destinos que forma clara. O Japão e a Itália ocupam a segunda posição como destinos mais procurados exibindo uma quota de 3,6% seguidos de Porto Rico com uma quota de mercado situada nos 3,0%. A Costa Rica (2,6%), a Alemanha (2,5%), a Aruba (2,4%), a Jamaica e a Islândia (2,3%), a Espanha (2,2%) e as Bahamas e o Canadá (2,1%) registam entre si diferenças de quota de mercado muito pequenas, mas que mesmo assim ficam à frente de países com a França, Grécia ou Tailândia.

Considerando o impacto da pandemia no padrão de viagens e de pesquisas do mercado americano, podemos verificar que há países que continuam a crescer relativamente às pesquisas deste turismo específico.

Constatando uma variação de crescimento simplesmente notável de 59,9% as Filipinas são o país onde as pesquisas turísticas americanas mais cresceram entre 2019 e 2020. Nesta análise também podemos realçar que as pesquisas sobre o mercado egípcio e russo, mesmo confirmando uma diferença realmente expressiva, assumem uma variação ascendente acima dos 11%. Nesta observação devemos ainda destacar as pesquisas sobre a Geórgia (10,2%) e o Japão (8,0%) que integram o top 5. A Turquia (7,4%), a França (6,2%), A China (6,1%) e a Holanda (5,1%) representam mercados de crescimento de pesquisas superiores a 5%.

PERFIL TEMÁTICO

Após uma breve interpretação sobre alguns interesses geográficas do turismo americano, é importante realizarmos uma abordagem sobre quais são as suas temáticas primordiais. Neste subcapítulo iremos apurar algumas considerações e respostas a questões como: Quais são os tópicos online mais procurados pelo turismo americano? Quais são as atividades e os ativos turísticos que têm mais interesse para este mercado turístico?

Iremos apresentar estatísticas, indicadores, dados digitais e os principais resultados.

Tão importante como compreender quais são os países e regiões nos quais o turista americano demonstra ter mais interesse, será esclarecer quais são as atividades, os ativos e as características que este mercado procura nas suas férias. Fazer uma relação entre os produtos turísticos mais procurados e a oferta que os Açores apresentam ao turista americano, pode ser decisivo para a captação de mais mercado, e uma importante base para desenvolver indicadores e condições adequadas à promoção do turismo dos Açores neste importante território.

De acordo com a interpretação dos resultados, as principais motivações do turismo americano para a escolha de um destino, são expressamente o Sol e a Praia com 530 respostas participativas. A Natureza e as atividades de aventura assim como a história e cultura são outras das motivações que prevalecem com um resultado de amostra superior às 835 respostas quando somadas. As atividades náuticas e as atividades Familiares são igualmente temas com inúmeras vantagens e um interesse significativo para o mercado americano. Importa ainda mencionar que os city breaks, as motivações relativas a spa e bem-estar e os cruzeiros registam todos eles resultados acima das 150 respostas, no que respeita às motivações dos turistas americanos.

Analisando as pesquisas online realizadas a partir dos EUA, percebemos que há uma clara tendência para temas mais genéricos nos lugares de topo das pesquisas globais.

De forma intuitiva verificamos que viajar representa o tema global mais pesquisado pelo mercado turístico americano assegurando uma quota de mercado de 8,6%. Com registos igualmente consideráveis temos as pesquisas referentes às cidades com 7,1% e aos pacotes de férias com uma quota de mercado de 5,7% assim como as praias que registam um valor igualmente superior a 5,0%. Os locais a visitar e os hotéis exibem quotas de mercado acima dos 3,0% e os resorts (2,9%), as coisas a fazer (2,8%), o turismo (2,3%), as maravilhas naturais (2,2%), e locais a visitar (2,0%) apresentam uma quota de mercado turístico acima dos 2,0%. As pesquisas sobre as ilhas, restaurantes ou sobre vulcões mostram resultados de quota de mercado entre 1% e 2%.

Sobre o crescimento da variação anual do volume de pesquisas, vemos mais uma vez uma predominância genérica no topo da tabela.

As pesquisas sobre maravilhas naturais garantem a variação mais significativa de crescimento com 47,1%. As quintas com uma variação de 40,5% ocupam a segunda posição de destaque à frente de temas genéricos como viajar (30,2%), casas (24,6%) ou lagos (21,4%). As pirâmides (19%), as selvas e florestas (18,7%), as regiões (18%), os monumentos e memoriais e os templos (16,7%), a observação de pássaros (16,3%) e as aldeias (15,9%) exibem valores de crescimento consideráveis que se situam entre 15% e os 20% de variação crescente.

PERFIL DE INSPIRAÇÃO

Quando analisamos um mercado-alvo, um dos aspetos mais interessantes é a metodologia que utilizamos na hora de procurar inspiração para viajar. Nos dias de hoje a predominância recai em meios online utilizando websites, motores de busca e até mesmo soluções mais interativas como as redes sociais. Há ainda organizações, contactos e meios tradicionais que produzem alguma influência na hora do turista decidir onde vai passar as suas próximas férias.

Neste subcapítulo iremos interpretar o perfil de inspiração do turista americano.

Definindo um ponto de partida para as plataformas ou metodologias de promoção do destino Açores no mercado americano é importante perceber como é que os turistas tendem a procurar inspiração para a sua próxima viagem.

Como principal fonte de inspiração os motores de busca revelam de forma evidente ser a primeira solução para 457 turistas americanos procurarem o seu próximo destino de férias. Importa também referir que a Família e os Amigos têm um lugar de destaque sobre uma amostra de 347 participantes deste inquérito assim como os fóruns on-line registam a preferência de 331 turistas. As redes sociais com 324 respostas e os websites de Marca com um registo de 296 permitem apurar o top 5 das principais inspirações do mercado turístico americano.

No que diz respeito à ação propriamente dita, questionámos os turistas americanos mais experientes sobre de que forma tinham procedido à marcação da sua última viagem, verificando que grande parte das respostas (36,7%) indicou que o faz através de agências de viagem e respetivos operadores turísticos que também oferecem a possibilidade de aliar pacotes de oferta associados.

Os turistas americanos denotam igualmente uma clara tendência para a marcação de férias através de Websites de reservas online (25,3%), traduzindo assim a segunda preferência deste mercado. As marcações diretas com os hotéis e companhias aéreas (19,5%) prevalecem sobre a opção das agências de viagens sem a oferta de pacote ou plano previamente definido (16,1%).

PERFIL DE GASTOS

Compreender a tendência sobre o volume de gastos de um mercado permite realizar uma análise preponderante sobre a sua fiabilidade enquanto mercado-alvo. Através de questionários e estatísticas direcionados ao turismo mais frequente, vamos tentar demonstrar o perfil de gastos do mercado americano para o arquipélago dos Açores.

De forma a procedermos a uma análise contextualizada, observámos a tendência de evolução das despesas em viagens domésticas e internacionais deste mercado.

Conseguimos observar que existe um equilíbrio e continuo crescimento face às despesas das viagens domésticas entre 2015 e 2019 mesmo que o valor de gastos não represente nenhuma variação ou resultado significativo, como acontece por exemplo em 2015 e 2018, com as despesas em viagens internacionais que ascendem ao valor médio que supera os 3 mil euros. Importa ainda referir que não existe qualquer indicação de despesas em viagens internacionais em 2016, 2017 e 2019 contrastando com o aumento da despesa média das viagens domésticas que obtém uma variação crescente de €33,36 no mesmo período.

Aos entrevistados no âmbito deste estudo, foi questionado qual o valor diário gasto por pessoa no decorrer da sua última viagem.

Observando as respostas dadas conseguimos perceber que o turista americano apresenta vários perfis de gastos, registando o valor de mercado mais alto de 26,4% no intervalo de gastos entre 101€ e 200€. Quando nos referimos ao segundo valor mais expressivo da amostra com 21,3% identificamos que se trata de um mercado de luxo porque corresponde aos turistas de gastam acima de 401€ diários durante as suas viagens. Sobre os valores diários com dormida entre 201€ e 300€ apuramos o terceiro maior resultado com 19,3%. Devemos também mencionar que existe uma representatividade considerável de mercado com valores de 14,3% sobre o turismo que gasta entre 76€ e 100€ e de 14,0% sobre os que têm disponibilidade financeira para gastar entre 301€ a 400€ diários. Sobre os que indicam gastar até 75€ a amostra representa apenas 4,7%.

TENDÊNCIAS DE SAZONALIDADE

Depois da leitura e interpretação sobre os destinos, as inspirações e temas preferenciais do turismo americano, será fundamental compreender o “quando”. Neste subcapítulo serão apresentados os períodos em que este mercado pesquisa por tópicos relacionados com viagens e tudo aquilo que possa estar relacionado com estes procedimentos e tomadas de decisão.

Iremos ainda identificar quando é que os turistas americanos procuram viajar para destinos como Portugal Continental e para o Arquipélago dos Açores.

Observando as variações gráficas podemos comparar que a sazonalidade de pesquisas varia no intervalo de valores entre os 9,0% nos meses de janeiro, julho e dezembro e os 7,8% nos meses de fevereiro, abril, maio e novembro. Desta forma verificamos um notável equilíbrio entre o registo de variação máxima e mínimo do turista americano, face ao seu interesse de pesquisa e procura de informação. Em relação à sazonalidade do registo de dormidas confirma-se um primeiro crescimento no mês de fevereiro (onde se assinala igualmente o pico de valor mais baixo de 6,2%) até ao mês de março. Posteriormente de abril a julho confirma-se a variação de maior crescimento onde podemos identificar o pico mais alto de dormidas do turismo americano com 11,5% de mercado. Em seguida constatamos uma variação decrescente até novembro (6,9%) onde volta a concretizar-se um crescimento até ao mês de dezembro contabilizando 8,5% de mercado turístico americano.

Face ao período de pandemia que decorre desde 2020 e que desenvolveremos no próximo subcapítulo, iremos ainda destacar as intenções sazonais em 2021, de acordo com os turistas americanos frequentes entrevistados no âmbito deste projeto.

O período de setembro a dezembro é aquele que menos probabilidades regista sobre a intenção de viajar face ao turismo americano com uma amostra de 9,3%, no entanto há 14,0% a preferir o tempo de férias para viajar durante esse período.

Em sentido contrário é durante os meses de junho e agosto que prevalece o maior interesse em viajar com 22,9% de mercado, existindo ainda a possibilidade de reforçar este resultado somando os 20,9% que prefere as férias para o fazer.

Importa ainda mencionar que entre os meses de fevereiro a maio existe 33,0% de mercado turístico americano com intenções de viajar.

Através dos dados recolhidos entre estatísticas e entrevistas, percebemos que no ano de 2021 os feriados terão importância na definição das férias dos americanos, sendo por isso aconselhado que se coordenem campanhas para este mercado que coincidam com as épocas festivas ou com as férias escolares nos EUA.

2021 – Férias Escolares (Normativa Americana – pode variar entre Estados, níveis de escolaridade e instituições públicas/privadas de ensino):

Férias Escolares (1) – 15 de fevereiro a 19 de fevereiro
Férias Escolares (2) – 25 de março a 31 de março
Férias Escolares (3) – 26 de julho a 31 de agosto
Férias Escolares (4) – 20 de dezembro a 3 de janeiro de 2022

IMPACTO DA PANDEMIA

Este capítulo será temporário face a este projeto, uma vez que se dedica em exclusivo à análise do impacto da pandemia Covid nos potenciais turistas dos EUA. Será possível compreender com exatidão os efeitos da pandemia sobre os rendimentos, a vontade de viajar, as prioridades e pontos de vista dos turistas do mercado americano face à intenção de viajar para destinos como os Açores.

Começaremos este tema pela questão económica. Um dos tópicos mais discutidos ao longo do último ano deve-se ao impacto da pandemia no rendimento sobre o mercado turístico americano para os Açores.

Sobre uma análise quantitativa deste estudo perguntámos a 750 turistas americanos qual tinha sido o impacto da pandemia nos seus rendimentos.

Observamos que neste caso específico, 38% da amostra não sofreu qualquer impacto nos seus rendimentos até fevereiro de 2021, data da realização dos questionários. No entanto verificamos que 17% dos participantes revela ter beneficiado financeiramente com a pandemia, confirmando um aumento de rendimentos. Numa perspetiva menos otimista, 34% dos entrevistados no âmbito deste estudo revelaram que o seu rendimento diminuiu e que 10% se encontra sem qualquer trabalho.

Os dados apurados sobre os rendimentos do mercado americano demonstram quase de forma atípica em relação a outros mercados mundiais, um impacto económico positivo em 55% desta amostra especifica.

No início de 2021, grande parte dos mercados-alvo dos Açores encontravam-se numa situação delicada em termos de emprego em diversas indústrias e serviços, pelo que é importante continuar a acompanhar e perceber outras variações económicas que sejam igualmente relevantes.

Tendo em consideração o impacto económico no mercado turístico americano, era importante questionar se consideravam viajar por motivos de lazer durante o ano de 2021, interpretando essa pergunta com uma potencial explicação para viajar ou não.

Como podemos observar nos gráficos em epígrafe, apenas 21% revelou não estar disponível para viajar, por outro lado uma amostra significativa de 79% de turistas afirmou que tinha uma intenção contrária.

Entre os turistas americanos que afirmam não ter disponibilidade para viajar, 13,3% diz que não o fará devido a questões relacionadas diretamente com a pandemia. Nesta análise 6,1% dos participantes justifica a sua decisão referindo restrições financeiras e 1,3% por indicar limitações de tempo como o principal motivo para não o fazer em 2021.

No entanto é essencial referir que dos participantes que afirmam estar disponíveis para viajar 32,8% diz que só o fazem caso se verifique um processo de vacinação eficaz. Por sua vez 29,5% garantem que viajam independentemente da situação pandémica e que 16,9% dos participantes só o fará caso tenha sido devidamente vacinado/a.

Mesmo com algumas condicionantes e inúmeras limitações, questionámos os turistas que pretendem viajar em 2021 sobre qual a altura do ano que entendiam ser a indicada para viajarem em lazer.

É sobre o período de setembro a dezembro que se verificam menos resultados que indiquem a intenção de viajar do turismo americano. Em sentido contrário é durante os meses de junho e agosto que prevalece o maior interesse em viajar, existindo ainda a possibilidade de reforçar este propósito durante o período de férias. Importa ainda mencionar que entre os meses de fevereiro a maio existe um volume significativo de turismo americano que revela a sua clara intenção de viajar para um destino internacional.

A próxima e última questão exclusiva feita a quem consideraria viajar em 2021 a partir do mercado americano, focou essencialmente o destino mais provável por que optariam na sua primeira viagem de lazer. Os entrevistados podiam selecionar o turismo interno ou ao estrangeiro para qualquer um dos continentes do mundo.

Os turistas americanos elegeram as viagens domésticas como a primeira e clara opção de escolha com 56,7% de respostas. A Europa é o segundo destino com maior preferência com 30,8% de mercado, contrastando com o valor muito semelhante de 29,7% sobre os turistas que assumem querer viajar para as Américas. Torna-se também importante mencionar os 20,0% de mercado com interesse no continente asiático, assim como a amostra de 11,3% que indica a intenção de viajar para a Oceânia em 2021 e que quase iguala a amostra de 10,8% face ao continente africano.

Sendo o País formado por 50 estados - Alabama, Alaska, Arkansas, Arizona, Califórnia, Kansas, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Colorado, Connecticut, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Delaware, Flórida, Geórgia, Havaí, Idaho, Rhode Island, Illinois, Indiana, Iowa, Kentucky, Luisiana, Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan, Minnesota, Mississipi, Missouri, Montana, Nebraska, Nevada, Nova Hampshire, Nova Jersey, Nova York, Novo México, Oklahoma, Ohio, Oregon, Pensilvânia, Tennessee, Texas, Utah, Vermont, Virgínia, Virgínia Ocidental, Washington, Wisconsin e Wyoming - conseguimos facilmente compreender o porquê das viagens domésticas prevalecerem, tanto pela variedade ou diversidade de oferta natural simplesmente indescritível, quer seja por motivos culturais ou mercados de serviços específicos que obtêm uma procura turística completamente diferenciadora. Os EUA são uma superpotência não apenas economicamente.

Apurando uma análise completa de quem consideraria ou não viajar em 2021, confrontamos o turismo americano com um exercício de prioridades. Entre as 5 opções descritas no gráfico de apoio, os entrevistados teriam que avaliar um ranking de 1 (mais importante) a 5 (menos importante). Assim importa ter em conta na leitura do gráfico que quanto menor a pontuação média (valor que aparece no gráfico), mais importante será para este mercado turístico.

Como podemos concluir pela interpretação gráfica a preferência por destinos com equipamentos de saúde de qualidade é destacadamente a maior prioridade com um valor médio de 2,46. Em seguida identificamos uma preferência por destinos com enorme ligação à Natureza e posteriormente lugares menos populosos com valores médios de 2,67 e 2,74 respetivamente. Por fim, a possibilidade de causar um impacto social positivo regista um valor médio na ordem dos 3,47 e a proximidade de casa assume um papel menos importante na perspetiva do mercado turístico americano com 3,66. Estes resultados representam excelentes indicadores para o turismo dos Açores quer seja pela ligação à natureza, pela qualidade em soluções de saúde e equipamentos médicos ou até mesmo pela singularidade populacional francamente inferior face ao território americano.

No momento em que estas entrevistas foram realizadas, os EUA já se encontravam em início da fase de vacinação, por isso é importante que os responsáveis pela promoção do turismo dos Açores se mantenham atentos à evolução da pandemia neste mercado. Para tal a Bloom Consulting disponibiliza nesta página toda a informação sobre número de casos, número de casos ativos, mortes, testes e sucesso de vacinação nos EUA em tempo real:

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